Pessoa com alergia a algum alimento está em restrição;
Pessoa com intolerância a algum alimento está em restrição;
Pessoa fazendo uma dieta planejada para hipertrofia (superávit energético) com 1 refeição “livre” na semana está em restrição;
Pessoa com anorexia está em restrição;
Percebeu que “restrição” na alimentação é um termo muito geral? Percebeu que os 3 primeiros exemplos de restrições que dei não necessariamente levam ao quadro de compulsão alimentar do 4º exemplo?
Pronto, agora você sabe que restrição não leva a compulsão.
Porém, a restrição excessiva (tanto de volume, quanto de variedade de alimentos), principalmente quando feita por conta própria, pode levar sim a algum quadro de compulsão. Por isso essa famosa frase ainda faz sentido: “Nem toda dieta resulta em transtorno alimentar, mas quase todo transtorno alimentar começa com uma dieta”.
Só que, antes de fazer qualquer autodiagnóstico ou sair por ai diagnosticando os outros, a compulsão alimentar (qualquer uma que seja) é um transtorno psiquiátrico.
Existem critérios para o diagnóstico e uma periodicidade de episódios que não cabe a um profissional isoladamente fazer, e sim feito de forma multidisciplinar com a medicina, psicologia e nutrição.
Uma dieta bem planejada por um nutricionista, independente do objetivo, não leva a compulsão. Pelo contrário, há estratégias que podemos aplicar para que você aprenda a comer, tenha uma maior liberdade no contexto alimentar, coma o que gosta e ainda assim atinja seus objetivos.
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Referência:
THE COMPLICATED Relationship between Dieting, Dietary Restraint, Caloric Restriction, and Eating Disorders: Is a Shift in Public Health Messaging Warranted?. Environmental research and public health, p. 1-2, 3 jan. 2022.

