A vitamina D é considerada um pré-hormônio e atua na homeostase do cálcio e, consequentemente, na saúde óssea. A maior fonte de vitamina D é produção endógena na pele, em resposta à luz solar.
Mesmo sendo um país tropical, estudos demonstraram que a prevalência da hipovitaminose D no Brasil é elevada. Para o tratamento de deficiência de vitamina D em pacientes com osteoporose e alto risco de fraturas, recomenda-se manter o nível de 25(OH)D sérico maior que 30 ng/ml, sendo necessário um mínimo de 1.000 a 2.000 UI ao dia de suplementação.
As doses de tratamento são variáveis conforme cada caso, e nível de 25(OH)D maior que 12 ng/mL já demonstram redução de risco para raquitismo e osteomalácia, regulando a absorção intestinal de cálcio. Para a redução de fraturas, objetiva-se um nível sérico de vitamina D maior que 24 ng/mL, sendo estimado um aumento de 1 ng/mL nos níveis de 25(OH)D para cada 100 UI suplementados.
Em resumo, segundo os consensos americano e brasileiro, não se indica a suplementação de vitamina D de forma generalizada para toda população (evidência A), mas sim para indivíduos de maior risco, com insuficiência (menor que 30 ng/mL) de 25(OH)D comprovada, em que se observaram maiores benefícios com o tratamento.
A complementação pela dieta e aporte nutricional, juntamente com a exposição solar (não havendo contraindicações dermatológicas) de 15 minutos ao dia em aproximadamente 20% de área corporal, deve ser estimulada para a população em geral.

